Dinheiro que deveria estar sendo gasto para conter o desmatamento e as queimadas na Amazônia está sendo utilizado para a compra de latas de tinta, portas e janelas, troca de telhados, instalações elétricas, entre outros itens que pouco ou nada têm a ver com a proteção do meio ambiente. Esse é o balanço da análise feita pela Piauí sobre os gastos da Operação Verde Brasil 2, iniciada em maio passado sob comando das Forças Armadas como a principal iniciativa do governo Bolsonaro para reduzir a taxa de desmatamento na Floresta Amazônica. No entanto, parte desses recursos está financiando a reforma de instalações militares.

Esse cenário deve persistir: o general Hamilton Mourão, vice-presidente da República, confirmou que os militares continuarão encabeçando os esforços do governo para o combate a ilegalidades na Amazônia até o final de 2022.

Enquanto isso, o Tribunal de Contas da União decidiu investigar a execução orçamentária do Ministério do Meio Ambiente em 2020, quando o ministro Ricardo Salles só gastou 0,4% dos recursos destinados às ações finalísticas do órgão.

(do Climainfo)