Os cuidados para garantir a existência dessa ave que chega a ter 3,5m de envergadura

No grupo de aves mais ameaçadas do mundo, o Albatroz tem características únicas de reprodução, com o mais longo período de incubação entre as aves. Além disso, essa ave demora a atingir a maturidade sexual e sua frequência reprodutiva impede que um casal tenha dezenas de filhotes em uma só temporada, como acontece com outras espécies de aves.

O albatrozes-viageiro começa a reproduzir entre 11 e 15 anos e a procriação ocorre somente a cada dois anos, gerando apenas um ovo por temporada.

Essas características impedem uma reprodução rápida e por isso é necessário um amplo trabalho de conservação dessas espécies em águas brasileiras. Quem se dedica a isso é Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras, que trabalha com a conservação e a pesquisa de Albatroz aves há 30 anos.

O albatroz é monogâmico e costuma passar muito tempo (meses ou anos) no oceano em busca de alimento. Em seguida, o casal se reencontra na mesma ilha onde nasceram para botar um novo ovo. A procura de novo parceiro(a) só ocorre com a morte de um deles.

A ave coloca apenas um ovo (que pesa meio quilo) por temporada reprodutiva e fica um mano cuidando da cria. O tempo de incubação é de 70 a 85 dias, o maior tempo entre as aves. Os ninhos geralmente são feitos em ilhas remotas, em meio ao oceano; fêmea e macho se revezam nos cuidados com o ovo durante o período de incubação e também nos cuidados com o filhote.

O Projeto Albatroz luta para reduzir a captura incidental da ave e desenvolve pesquisas para subsidiar Políticas Públicas e a promoção de ações de Educação Ambiental junto aos pescadores, jovens e escolas.

O objetivo é manter a continuidade da espécie a voar majestosamente sobre o oceano. As maiores espécies como o albatroz-viageiro, chegam a ter 3,5m de envergadura.

O Projeto mantém bases nas cidades de Santos (SP), Itajaí e Florianópolis (SC), Itaipava (ES), Rio Grande (RS) e Cabo Frio (RJ).