Plástico de mandioca muda de cor quando o conteúdo apodrece

0
989

Pesquisadoras do Laboratório de Engenharia de Alimentos (LEA) da USP, Universidade de São Paulo, desenvolveram um plástico biodegradável para embalar alimentos que muda de cor ao detectar os processos de deterioração, as mudanças de temperatura e, ao embalar uma fruta, muda de cor para mostrar se está madura para consumo.

Essa tecnologia é possível porque o plástico é feito com amido à base de mandioca e antocianina, substância encontrada na casca da uva.

O plástico muda de cor porque “no processo de deterioração, os alimentos liberam amônia e acontece mudança de ph. Ao reagir à mudança, a antocianina muda de cor”, explicou Thaís Dale, aluna de mestrado e engenheira de alimentos.

Além disso, as pesquisadoras pensaram num jeito de produzir um plástico alternativo, feito de amido de babaçu e polipropileno, uma substância química usada na fabricação de plásticos, fibras e embalagens recicláveis.

“O objetivo é manter as propriedades do polipropileno e deixar esse material parcialmente biodegradável, reduzindo em 30%, 40% o lixo descartado”, disse Bianca Chieregato Maniglia, engenheira química responsável pela pesquisa.

“Um dos principais desafios era desenvolver um material biodegradável resistente e maleável, que pudesse ser produzido em larga escala e por um preço competitivo em comparação ao plástico derivado do petróleo”, contou a professora Carmen Tadini, coordenadora do LEA.