Por Eccaplan

 

Mais de 27 mil toneladas de lixo são produzidas por dia na região metropolitana de São Paulo, de acordo com levantamento realizado pelo Bom Dia São Paulo com os 39 municípios. Os resíduos são encaminhados para 13 aterros sanitários, dois deles fora da Grande São Paulo.

A capital paulista é a cidade que mais produz resíduos, cerca de 20 mil toneladas todos os dias, sendo 12 mil de coleta domiciliar e 8 mil de varrição. O lixo da cidade vai para dois aterros sanitários, um na Zona Leste e outro na Zona Sul.

Para carregar todo o lixo da região são necessárias pelo menos 2.282 viagens de caminhões trucados todos os dias. Em São Paulo, o transporte mais utilizado para carregar o lixo é o caminhão trucado de três eixos. Ele consegue levar até 12 toneladas de detritos por viagem.

A segunda maior cidade do estado ficou em segundo lugar no ranking das cidades que mais produzem lixo. Guarulhos gera diariamente mais de 1 mil toneladas. No final do ano passado, a cidade decretou estado de emergência por causa do deslocamento de parte do aterro sanitário Quitaúna, no bairro Cabuçu. A prefeitura informou que o lixo da cidade agora é depositado em um aterro particular no mesmo bairro.

Hoje, o único aterro considerado inadequado na Região Metropolitana pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) é o de Embu das Artes. Entre os principais problemas está a falta de terra suficiente para cobertura, acúmulo de lixo descoberto e a presença de animais que podem transmitir doenças.

Caieiras tem população estimada em 100 mil habitantes, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e recebe o lixo da própria cidade e de outros dez municípios. São eles: Cajamar, Mairiporã, São Lourenço da Serra, Embu-Guaçu, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itapecerica da Serra, Juquitiba, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.

A cidade produz 89 toneladas de resíduos por dia, mas acumula mais de 1 mil toneladas, a mesma quantidade produzida somente por Guarulhos. A coleta dos resíduos urbanos de Caieiras é realizada pela empresa Essencis. Em 2018 foram coletadas 32.454 toneladas, aproximadamente 890 gramas por habitante.

Dos 640 municípios que dispõem resíduos em aterros paulistas, 95,6% estão em situação adequada, segundo a companhia. O restante é acompanhado por ações de controle e fiscalização. No entanto, o aterro de Osasco, por exemplo, já foi interditado duas vezes e os moradores vizinhos ao local reclamam muito das más condições.

Os aterros de Osasco e Embu das Artes somam mais de 30 advertências e multas, mas são os próprios municípios os responsáveis pela destinação correta dos resíduos sólidos. A Cetesb informou que oferece apoio técnico e fiscaliza os locais onde o lixo é depositado.

As interdições em Osasco aconteceram em abril e em agosto de 2017. Segundo a companhia, o aterro operava acima de sua capacidade e estava irregular, pois misturava lixo orgânico com o lixo da construção civil, o que causa instabilidade no terreno.

Desde 1993, a Cetesb aplicou 12 advertências e 16 multas aos responsáveis. Em 2018, houve uma audiência de conciliação na 2ª Vara da Fazenda Pública de Osasco e foi assinado um termo que concedeu a reabertura mediante atendimento das exigências estabelecidas.

A Prefeitura da cidade informou em nota que o aterro está regular e deve ser desativado em até seis meses. Disse também que ele será substituído por um outro aterro na mesma região, no bairro Açucará.

Na cidade de Embu das Artes, local com o único aterro classificado como inadequado pela Cetesb, a prefeitura disse que vem realizando adequações como instalação de sistema de impermeabilização, drenagem e coleta de chorume, sistemas de exaustão e queima de gases, e monitoramento de águas subterrâneas.

Desde 2014, a Prefeitura de Embu das Artes recebeu uma advertência e duas multas da Cetesb. Em nota, a prefeitura informou que a implantação de um novo aterro está em estudo e que isso deve ocorrer em três anos.

Aterros sanitários são soluções únicas?

Normalmente, a vida útil ideal de um aterro sanitário é 10 anos, mas alguns não chegam a durar esse tempo. Quando o aterro esgota sua capacidade, é preciso fechá-lo e providenciar medidas como o reflorestamento, para diminuir os impactos ambientais.

Mesmo depois de encerradas as operações, gás e chorume continuam sendo gerados por pelo menos 15 anos. Sendo assim, não se recomenda que o terreno seja usado, por exemplo, para construções.

Mesmo sendo a destinação mais comum das sobras não reaproveitáveis, o aterro sanitário tem uma vida útil limitada. Esse tempo máximo de uso do aterro é um prazo importante e deve ser respeitado pelo tratador.

Conheça o Movimento Sou Resíduo Zero

O Movimento Sou Resíduo Zero surge com o objetivo de engajar pessoas, comunidades e empresas a planejarem e gerenciarem seus resíduos, enfatizando a não geração e uma grande mudança na forma atual do fluxo de materiais na sociedade.

Sou Resíduo Zero abrange mais do que a eliminação de resíduos através da reciclagem e reutilização, este incide sobre a reestruturação dos sistemas de produção e distribuição para reduzir o desperdício.

Segundo o ZWIA, para que empresas e comunidades sejam consideradas bem sucedidas na implementação do programa, elas precisam desviar de aterros e incineradores mais de 90% do seus resíduos.

A Eccaplan realiza gestão de resíduos em eventos, em empresas, em shoppings, clubes