Por Vinícius Ferraz 

A entrada do verão faz com que o Sol ocupe uma posição central no interesse das pessoas. A presença dele é diversão garantida em praias ao redor do país, reconhecido internacionalmente pelo calor e clima tropical. Contudo, o personagem principal dos meses mais quentes do ano também pode ser considerado uma alternativa viável para empresários que desejam alavancar seus negócios no Brasil. Após anos de desenvolvimento e pesquisa, a energia solar está crescendo em todo o território nacional por ser uma opção barata, eficiente e vantajosa para seus clientes, permitindo que pequenos, médios e grandes empreendedores possam economizar e otimizar suas produções.

De acordo com dados da ABSolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), a eletricidade proveniente dos raios do Sol ainda ocupa apenas 0,8% de toda a Matriz Energética Nacional. Entretanto, o potencial é gigantesco. Até 2040, a meta é ampliar esse número para 32%. Em 2017, o Brasil conseguiu aumentar 0,9 GW (gigawatts) a sua capacidade de energia solar, ocupando a décima posição em todo o mundo. Além disso, está entre os 30 países com mais potência acumulada, de acordo com o relatório Snapshot of Global Photovoltaic Market, da IEA PVPS.

Esse crescimento só é possível graças à compreensão de suas vantagens econômicas no ambiente corporativo. Até pouco tempo atrás, o principal obstáculo para a implementação deste modelo no país era justamente o preço: o sistema era muito caro para ser adquirido e o custo do MWh (megawatt-hora) também não compensava. Entretanto, o preço da fonte solar no leilão de energia A-4, em 2018, foi de R$ 118,07 por MWh, uma queda de 62,16% no valor, tornando-se o segundo mais competitivo entre todas as categorias. Além disso, diversas empresas surgiram com o propósito de democratizar o acesso a esta solução, promovendo contratos de aluguéis ao invés da compra dos equipamentos.

As placas fotovoltaicas também contribuem para a rentabilidade do negócio a longo prazo. O consumo energético das empresas brasileiras cresce a cada ano e deve se intensificar ainda mais em 2019 com a retomada econômica do país. Dessa forma, haverá uma demanda ainda maior, colocando em alerta a matriz energética brasileira e ampliando a busca por alternativas à geração de energia térmica e hídrica. Ao apostar na fonte solar, a companhia consegue produzir sua própria eletricidade a um custo bem mais baixo e ainda fica imune às tarifas impostas pela concessionária, por exemplo.

Por fim, há também o aspecto social e a imagem da empresa na sociedade. Hoje, questões como sustentabilidade e responsabilidade ambiental são vitais para o sucesso do negócio e devem fazer parte da estratégia da companhia. Os consumidores valorizam e respeitam marcas que adotam soluções ecológicas em seus processos. Muitos apostam em pontos como coleta seletiva e reuso da água. São importantes, sem dúvida, mas com as placas fotovoltaicas é possível produzir uma energia limpa, renovável e sustentável, sem emissão de gases do efeito estufa e sem qualquer ruído sonoro.

A energia fotovoltaica não é apenas mais uma tendência; é o presente e o futuro da geração de eletricidade no país. O Brasil tem um potencial gigantesco devido à incidência constante de luz solar em praticamente todo o ano no território nacional. Cabe às empresas aproveitarem esta situação para potencializem seus negócios.

Vinicius Ferraz é CEO da Solar 21, empresa que aluga sistema solar fotovoltaico.