Com 37 parques eólicos e mais de 7.700 aerogeradores o Brasil comemora a marca de 16 GW de capacidade instalada de energia produzida pelo vento, que é segunda fonte da matriz elétrica brasileira.

No ano passado foram gerados 55,9 TWh de energia, crescimento de 15% em relação ao ano anterior. A energia gerada, na média mensal, é suficiente para abastecer 28,8 milhões de residências por mês, o que significa uma população de 86 milhões de pessoas.

No ano passado, a indústria eólica investiu R$ 13,6 bilhões no Brasil e neste ano o País subiu mais uma posição no ranking mundial do Global Wind Energy Council, ficando na sétima posição.

Nos últimos dez anos houve grande crescimento do setor e Brasil tem ótima qualidade dos ventos, acima da média mundial. No ano passado, por exemplo, o fator de capacidade mundial foi de 34%, enquanto no Brasil foi de 42,7%, sendo que em alguns meses foi registrada a média de 59% (durante a safra dos ventos).

“Esses números positivos mostram não apenas um setor consolidado, mas demonstram que a energia eólica tem um futuro promissor no Brasil. A energia produzida pelos ventos é renovável; não polui; possui baixíssimo impacto ambiental; contribui para que o Brasil cumpra o Acordo do Clima; não emite CO2 em sua operação; tem um dos melhores custos benefícios na tarifa de energia; permite que os proprietários de terras onde estão os aerogeradores tenham outras atividades na mesma terra; gera renda por meio do pagamento de arrendamentos; promove a fixação do homem no campo com desenvolvimento sustentável; gera empregos que vão desde a fábrica até as regiões mais remotas onde estão os parques e incentivam o turismo ao promover desenvolvimento regional”, resume Elbia Gannoum, presidente executiva da Abeeólica.

A usina eólica da Honda, em Xangrilá-RS, abastece toda a energia utilizada na fábrica de Sumaré, onde são produzidos o Civic, o Fit, o City, o HR-V e o WR-V.

Hoje, 15 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Vento.