Foto: Igor Camacho

Igor Camacho, biólogo e pesquisador da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, viveu um momento de emoção há alguns dias, quando navegava a 45 km da costa, próximo à praia de Itacoatiara, em Niterói. Ele e sua equipe avistaram dezenas de albatrozes sobrevoando um barco de pesca de arrasto em busca de alimento, entre os peixes descartados pela embarcação.

Nada menos de 300 albatrozes-de-nariz-amarelo (Thalassarche chlororhynchos), 40 pardelas-de-sobre-branco (Ardenna gravis) e dois petréis-pequenos (Puffinus puffinus) foram avistados.

Foto: Igor Camacho

Segundo Camacho, o número de aves observadas na expedição é atípico para esta região, fato que surpreendeu os observadores de pássaros e fez com que registrassem em fotos o ‘mar de albatrozes’ com o Pão de Açúcar ao fundo.

Nas expedições, normalmente são avistados três ou quatro albatrozes, mas nunca uma quantidade tão grande como desta vez.

Conforme o coordenador científico do Projeto Albatroz, Dr Dimas Gianuca, apesar do número incomum de aves encontradas, essas espécies são frequentemente avistadas nesta época do ano, quando vêm ao litoral brasileiro para buscar alimento.

A pardela-de-sobre-branco e o albatroz-de-nariz-amarelo se reproduzem nas ilhas de Tristão da Cunha e Gough. Por isso, são observadas no sudeste brasileiro com mais frequência do que outras espécies que nidificam em regiões subantárticas.