Animais foram avistados por biólogos da ONG Viva nesta quarta-feira (20/5/20)

Foto: divulgação

Baleias jubartes foram vistas nesta quarta-feira (20/5/20) no litoral Norte paulista, pela equipe da ONG Viva Baleias, Golfinhos e Cia., que faz monitoramento dos mamíferos aquáticos.

Mas o que as baleias jubartes estão fazendo em Ilhabela? Segundo as biólogas da Viva, a região de Ilhabela e São Sebastião apresenta uma grande biodiversidade de cetáceos em sua costa, de espécies que frequentam, espécies residentes e espécies migratórias. Assim, a área está sendo utilizada pelas baleias jubarte não somente como passagem, descanso e provável alimentação, mas também como área reprodutiva, pela presença da fêmea com filhote observada em 2018 e 2019.

As baleias jubarte migram todos os anos de suas áreas de alimentação, Geórgia do Sul e Ilhas Sandwich do Sul, na região Antártica, para as áreas de reprodução, no nordeste do Brasil. Uma longa viagem, com mais de 4.000 km A grande concentração de jubartes em época de reprodução ocorre na região do Banco dos Abrolhos, mas, a cada ano, mais baleias são avistadas pelo litoral de São Paulo.

O Viva Instituto Verde Azul mantém uma equipe de biólogas em um ponto fixo de observação em terra, em Borrifos, sul de Ilhabela, que monitora a presença das baleias, golfinhos e outros animais aquáticos na região. Trabalho realizado em parceria com o Projeto Baleia à Vista.

Em junho e julho de 2019 foram avistadas 360 baleias-jubarte e outras espécies de baleias e golfinhos, como baleia-de-Bryde, orca, toninha, boto-cinza, golfinho-pintado-do Atlântico, golfinho-de-dentes rugosos, golfinho-nariz-de-garrafa, mostrando que a região é muito importante para esses animais.

Nesse ano, o monitoramento começou em março e o primeiro registro ocorreu em 30 de abril, surpreendendo os pesquisadores. Até agora foram quatro avistamentos.

Para Marina Leite, do Viva, é importante que o monitoramento de pesquisa continue ao longo do ano e que as interações com as atividades antrópicas também sejam quantificadas, qualificadas e estudadas.

“A região tem uma grande oportunidade de desenvolvimento de turismo voltado aos cetáceos, e deve ser desenvolvido de forma sustentável para trazer benefícios socioeconômicos para a comunidade local e benefícios ambientais para a região”, disse a biólçoga. Para ela, é urgente que o trabalho de educação ambiental seja realizado tanto, com crianças e adultos, para que eles conheçam esses animais e as ameaças que sofrem.

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