Rede de pesca mata tartarugas em Caraguá

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Ação foi flagrada por bióloga colaboradora do ECOinforme

Enquanto monitorava golfinhos em Tabatinga, Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo, na semana passada (28 de maio), a bióloga Marina Leite Marques, do Portal ECOinforme e do Viva Baleias, Golfinhos e Cia (grupo independente de estudo e preservação desses animais) observou uma tartaruga verde (Chelonia mydas) flutuando, presa numa rede de pesca que foi deixada por um pescador.

Após constatar a morte do animal, a pesquisadora notou mais quatro tartarugas nas mesmas condições, todas juvenis. Ela acionou o Projeto de Monitoramento de Praias e todos os procedimentos padrões de coleta e biometria foram realizados.

É muito comum pescadores deixarem redes soltas no mar, o que provoca a morte de grande quantidade de animais. As estimativas indicam que cerca de 650 mil baleias, golfinhos e pinípedes (focas, leões marinhos, lobo marinho etc) morrem emalhados por ano em todo o mundo. Somando tubarões, raias e tartarugas, a estimativa chega a um milhão.

Ao lado do plástico, as redes são as maiores ameaças aos animais marinhos. O uso de rede de pesca próximo à costa é crime.

Marina faz um apelo aos frequentadores de praias para que denunciem o uso de redes de pesca, avisando as autoridades locais. A bióloga acredita que a redução de mortes de tartarugas e outros animais marinhos só pode se dar com educação, respeito, fiscalização e punição dos criminosos.

O Viva é um grupo de biólogas criado em 2014, que atua em prol da preservação e conservação de mamíferos aquáticos. Realiza um projeto de monitoramento de golfinhos na região desde o início deste ano. A bióloga ressalta que a ação da semana passada só foi possível com a mobilização das ambientalistas em conjunto com a equipe do Gaivotas/CCVT e dos monitores do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos.

 

Marina Leite Marques
Bióloga do Portal ECOinforme e do Viva Baleias, Golfinhos e Cia