O Encontro dos Provadores com as cachaças da Natique

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Pela primeira vez a confraria Provadores de Cachaça recebeu um produtor da bebida em sua reunião mensal, no último 22 de setembro, ocasião em que a gerente da Marketing Marina Barros, o cachacier Anderson Saran e assessora de imprensa Leila Peres serviram as preciosidades que a empresa Natique comercializa, as cachaças Santo Grau.

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São três as cachaças Santo Grau: têm o mesmo nome, mas são produtos diferentes.

A primeira provada foi a da cidade Coronel Xavier Chaves, MG, produzida em alambique que pertenceu à família de Tiradentes, descansada em toneis de inox por até seis meses. É branca e cristalina. A segunda foi a Santo Grau de Parati, também branca, feita em um dos sete alambiques da cidade, pela mesma família há cinco gerações (desde 1813). É 100% artesanal, tudo feio à mão, da colheita ao engarrafamento. A terceira foi a Santo Grau Itirapuã, esta envelhecida em madeira: jequitibá e carvalho, seis meses cada.

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A quarta cachaça da noite foi a Espírito de Minas, envelhecida no carvalho por dois anos, produzida na cidade mineira de Santiago, graduação 42º.

A seguinte foi a Saliníssima, lançamento da Natique, empresa que reuniu e comercializa essas marcas. Cachaça dourada, cor obtida pelo bálsamo, madeira preferida dos produtores da região de Salinas.

No ponto alto da provação da noite, o cachacier Anderson Saran ofereceu a saborosa Santo Grau P.X., curtida em barricas de Jerez, trazidas da Espanha, o que torna a cachaça levemente licorosa e adocicada, descansada no sistema de soleira por três anos, onde os toneis são empilhados.

Os Provadores de Cachaça voltam a se reunir na primeira quinzena de outubro, quando vão realizar mais um teste cego com seis cachaças artesanais cujas marcas e características só serão reveladas após os Provadores experimentarem e dar as notas em todos os quesitos.