O batismo da Cacau

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Oncinha de sete meses é um caso raro de nascimento em cativeiro dessa espécie, no mundo

O Refúgio Biológico Bela Vista, da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu, está batizando seu mais novo morador, ou melhor, moradora: uma onça de sete meses de idade, cujo nome foi escolhido pela população: Cacau recebeu a aprovação de 70% dos votantes, sugestão de Meiriele Maria Ribeiro Minhuk, de Ribeirão Preto.

A campanha ajudou a divulgar o trabalho de conservação e reprodução de espécies ameaçadas de extinção feito no local. Trata-se de um caso raro de nascimento em cativeiro dessa espécie, no mundo.

“O concurso atingiu pelo menos dois grandes objetivos: mostrou o que Itaipu faz em favor da fauna nativa e deu ainda mais visibilidade a esse grande atrativo da usina, que é o Refúgio Biológico Bela Vista”, disse o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Luiz Fernando Leone Vianna.

Cacau nasceu em 28 de dezembro último; foi o primeiro caso bem-sucedido de reprodução da espécie em 14 anos de tentativas. A mãe, Nena, de cor preta, tem três anos de idade e chegou ao refúgio em agosto do ano passado, doada pelo Criadouro Científico Instituto Onça-Pintada, de Goiás. O pai, a onça-pintada Valente, tem nove anos de idade e é morador antigo do refúgio.

O Refúgio Biológico Bela Vista fica numa área de 1.908 hectares, na margem brasileira da usina, em Foz do Iguaçu. O espaço reúne a maior diversidade de espécies da flora e da fauna regional, muitas delas ameaçadas de extinção, são mais de 380 animais.

O Refúgio Biológico de Itaipu é um importante centro de pesquisas e desenvolvimento de projetos, que recebe especialistas de vários países.

O local é aberto à visitação.