Mais R$ 5 bilhões para salvar o Cerrado

146
5519
Gruta do Janelao, Parque Nacional Cavernas do Peruacu. Programa Agua Brasil, eixo Agua e Agricultura. Bacia do Rio Peruacu. Januaria/MG. Foto: Eduardo Aigner/WWF-Brasil.

Convênio entre Fundação BB e WWF prevê ampliação da oferta de água na região considerada o berço das águas do Brasil

Por meio do Programa Água Brasil a Fundação Banco do Brasil vai destinar R$ 5 milhões em um novo projeto para ampliar a oferta de água no Cerrado, região considerada o berço das águas do Brasil. Trata-se da Recuperação Florestal e Implantação de Tecnologias Sociais nas Microbacias da região, com ações nas bacias do Pipiripau e Descoberto (DF), Guariroba (MS) e Peruaçu (MG) e devem beneficiar cerca de 2,5 milhões de pessoas.

O convênio foi assinado esta semana entre a Fundação e o WWF-Brasil, que são parceiros desde 2010.

Serão envolvidos no projeto 1,3 mil produtores rurais que serão remunerados para ajudar na recuperação florestal. A meta do projeto é  restaurar 165 hectares de vegetação nativa, implantar 230 cisternas de captação de água da chuva e capacitar pelo menos 140 pessoas na condução de projetos de recuperação florestal.

O Cerrado abriga nascentes que alimentam seis das oito grandes bacias hidrográficas brasileiras: Amazônica; de Tocantins; do Atlântico Norte/Nordeste; do Rio São Francisco; do Atlântico Leste e do Paraná/Paraguai, incluindo as águas que escoam para o Pantanal.

“Mais do que comemorar a parceria, estamos comemorando ações concretas de impacto ambiental. O Brasil tem o desafio de restaurar 12 milhões de hectares de florestas até 2030, conforme o Acordo do Clima de Paris. Essa meta é grandiosa, mas possível. E só poderá ser alcançada por meio de projetos como esse, de duas instituições engajadas em fazer a diferença.”, comentou Maurício Voivodic, diretor do WWF-Brasil.

“Estamos falando da nossa sobrevivência, da preocupação com uma vida digna e sem água não conseguimos isso.”, completou Asclepius Soares, presidente da Fundação Banco do Brasil.

O cerrado teve 1,9 milhão de hectares desmatados de agosto de 2013 a julho de 2015, mais 1,7% da vegetação nativa remanescente. Este é um ritmo cinco vezes mais rápido que o medido na Amazônia, que perdeu no mesmo período 0,35% de vegetação, conforme análise do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia com base nos números oficiais do governo brasileiro.