Lixo eletrônico ameaça saúde pública

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Só 8,9 milhões, de 44,7 milhões de toneladas são recicladas

A Organização das Nações Unidas (ONU) alerta para a ameaça ao meio ambiente e à saúde pública do lixo eletrônico produzido no mundo. A a entidade revelou que foram produzidos só no ano passado 44.7 milhões de toneladas de lixo eletrônico, 3.3 milhões toneladas a mais que no ano anterior. E até 2021 serão 52.2 milhões de toneladas de lixo eletrônico em todo o mundo.

Estudos indicam que a perda de material que poderiam ser reutilizado em vez de serem destinados aos aterros sanitários chega a US$ 55 bilhões. Das 44,7 milhões de toneladas de lixo produzido, apenas 8.9 milhões foram recicladas.

O lixo eletrônico pode liberar materiais como mercúrio, cádmio, cobre, cromo, que podem contaminar o solo e atingir o lençol freático, causando grande impacto ao meio ambiente.

Para a ONU, é imprescindível estabelecer políticas e legislações para gerenciar e possibilitar ações contra o desperdício de resíduos eletrônicos.

São Paulo é o estado brasileiro que mais gera lixo eletrônico, com 448 mil toneladas por ano. A Coopermiti é uma das cooperativas que recebem este tipo de material. Fica na Casa Verde, na capital, e realiza atividades como palestras, visitas de escolas, participação em eventos para alertar sobre a necessidade de repensar o descarte do lixo eletrônico.

Mais informações em www.coopermiti.com.br