Kicho Sushi, o novo japonês da cidade

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Joe com geléia de pimenta

Além de oferecer qualidade diferenciada, com pratos delicados e bem formatados, Chef cria prato especial para harmonizar com cachaça

Conta a história que o curry foi levado ao Japão no final do século XIX, por ingleses que exploravam as especiarias da Índia, então sob o domínio da Coroa Britânica. O condimento foi usado em vários pratos, mas o que ficou para a história foi o karê (curry) rice, creme servido com uma porção de arroz.

O karê rice é apenas uma das delícias do novo restaurante japonês na cidade de São Paulo, o Kicho Sushi, que oferece toda a gama da culinária japonesa com qualidade e apresentação impecáveis. Produtos frescos, pratos delicados e bem formatados, um salmão skin com uma fina fatia de limão super crocante e, de entrada, um delicioso pastelzinho de carne de siri. O Joe com geléia de pimenta é outra boa pedida.

Niguiri Skin

Destaque para a consistência do arroz no niguiri. O arroz tem que estar compactado o suficiente para não se dissolver durante pelo menos cinco ou seis segundos após ser regado com o shoyu; mas não pode ser um bloco duro: o ideal é que se dissolva necessariamente após 10 a 12 segundos. Não é fácil atingir essa perfeição. O Kicho Sushi chega próximo.

O Kare House tem no cardápio sushi de ovas (de peixe voador e de salmão), raridade na maioria dos restaurantes “tipo” japonês, que se limita a servir salmão, atum e prego. Ovas são ingredientes indispensáveis numa boa casa japonesa. Faltou uni, ovas de ouriço do mar, o que é compreensível, pois trata-se de uma iguaria pouco procurada.

O ambiente é amplo, agradável e asseado. Um pouco escuro. Jovens garçons atentos e solícitos, mas faltou combinar com a cozinha o preparo dos pratos servidos na mesma mesa todos ao mesmo tempo, para não deixar um comendo e o outro olhando.

O espaço no andar superior é especial. Pode ser usado para encontros familiares, festa ”da firma” ou até uma pequena convenção, com mesas no espaço interno e também ao ar livre, sob umbrelas.

Harmonização com cachaça
O Kicho Sushi vai sediar o primeiro Encontro de Harmonização, promovido pelos Provadores de Cachaça e para isso preparou um prato especial, para o qual os Provadores estão buscando uma cachaça que tenha uma boa harmonização.

O prato
Costelinha de porco marinada por 48 horas num molho semelhante ao tarê, mas um pouco mais ácido. Em seguida, cozida em caramelo de ameixas e especiarias (as mesmas usadas no molho karê). Servida com uma porção de arroz gohan e lascas de crocante ervilha torta. O resultado é uma costela adocicada, macia, mas firme como deve ser, ao contrário das costelinhas do Outback, que dissolvem na boca, mas não têm personalidade.

A cachaça
Para isso, recorremos ao cúpulo Sidnei Maschio, que por sua vez ouviu o presidente da Cúpula da Chachaça, Maurício Maia, que também é chefe de cozinha. Veja a recomendação do chefe:
“Porco e cachaça branca é um clássico, ainda mais uma comida preparada com frutas. Fica bem doce mesmo. O Gohan é bem delicado e deve equilibrar o prato. Como os sabores já estão bem harmônicos (no prato), acho que um jequitibá cai muito bem. Sugiro servir resfriada (pode ser na geladeira ou num balde com gelo, não no freezer) ou até com uma pedrinha de gelo. Fica ótimo”.