Biólogos fazem até ultrassom para checar saúde da árvore

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—  Quedas são provocadas por falta de espaço, podas mal feitas, cupins e fungos, mas acidentes podem ser evitados

A cidade de São Paulo sofreu em 2014 com a falta de chuva, agora em 2015 o problema é outro: as chuvas de verão chegaram e estão castigando a cidade, alagando ruas e derrubando árvores.

Nas últimas duas semanas 900 árvores caíram, mas o presidente do Conselho Regional de Biologia, Luiz Eloy Pereira, comenta que a falta de cuidados preventivos e um plano de mapeamento das árvores da cidade são os principais causadores das quedas.

“Muitas árvores estão doentes porque não são cuidadas como deveriam. Os principais motivos para o enfraquecimento das árvores nas grandes metrópoles são a falta de espaço para o crescimento das plantas, podas mal feitas e também a infestação de cupins e fungos. No entanto, parece não haver um trabalho de prevenção para esses problemas”, alerta o presidente do Conselho.

Segundo o presidente, existem técnicas de arboricultura e equipamentos que ajudam na identificação e tratamento de árvores enfraquecidas, mas é preciso que este trabalho seja feito com freqüência, obedecendo a rígidos critérios de observação e cuidados necessários.

Para analisarem a situação das árvores, os biólogos usam um aparelho chamado boroscópio, que realiza ultrassom na árvore e reproduz imagens internas, mostrando a situação da planta. Outro equipamento é o resistógrafo, que ajuda a medir a resistência das árvores a fatores externos.