Furacão ou tornado?

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Meteorologista Juliana Hermsdorff Vellozo de Freitas

– Conheça esses fenômenos naturais gerados pelo vento e por outros fatores ambientais

 

Meteorologista Juliana Hermsdorff Vellozo de Freitas
Meteorologista Juliana Hermsdorff Vellozo de Freitas

Tornado ou furação: qual é o mais perigoso? São fenômenos naturais semelhantes, ambos resultantes das ações de ventos, de variações da temperatura, da umidade, do clima, mas o “poder de fogo” de cada um é bem diferente.

O é uma coluna giratória e violenta de ar, originada de nuvens de tempestade tipo cumulonimbus, que atinge a superfície, tem o formato de um funil e dura menos de uma hora. Sua força é medida pela escala Fujita, que vai de 1 a 5 e está presente em todo o mundo (70% dos tornados se formam nos EU), exceto na Antártica.

O fenômeno é pequeno comparado com o furação: tem um diâmetro de apenas 100 metros, enquanto o do irmão poderoso chega a 100 quilômetros, ou mil vezes maior!

O furacão é um ciclone, caracterizado pela formação de um sistema de baixa-pressão. O centro é formado por nuvens e ventos calmos e ele transporta calor da região equatorial para as latitudes mais altas do planeta. A escala de medida do furação é Saffir-Simpson. Ocorrem no golfo do México, golfo da Califórnia, Atlântico Norte e também no Atlântico Sul, caso do Furacão Catarina.

Por ser bem menor, o tornado pode ser visto a olho nu, enquanto os furacões são imperceptíveis.

Uma curiosidade é o sentido do giro dos ventos. Segundo a meteorologista Juliana Hermsdorff Vellozo de Freitas, da Squitter Soluções em Monitoramento Ambiental, a rotação dos dois fenômenos é influenciada – e modificada – pelos hemisférios:

“Os furacões que nascem no hemisfério norte sopram em sentido anti-horário, enquanto os ventos daqueles que nascem no hemisfério sul sopram em sentido horário. Isto acontece por causa da rotação da Terra e do chamado efeito Coriolis, que entorta os ventos em direções opostas em cada um dos hemisférios”, revelou a especialista.