Embalagens de defensivos agrícolas têm destino correto

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Fotos da Associação dos Distribuidores de Produtors Agrícolas de Rio Verde.

Brasil destina mais de 10 mil toneladas no 1º trimestre

Foram recolhidas e tiveram destinação ambientalmente correta 10.343 toneladas de embalagens de defensivos agrícolas apenas no primeiro trimestre de 2017.

Apesar do grande volume, o recolhimento foi 1,3% menor em relação ao mesmo período do ano passado. As razões da queda, segundo João Cesar Rando, do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, foram a instabilidade climática, o crescimento no uso de novas variedades de sementes, mais resistentes a pragas e que demandam menor uso de agroquímicos, e o aumento do contrabando de defensivos agrícolas.

Material preparado para envio a recicladora.
Fotos da Associação dos Distribuidores de Produtos Agrícolas de Rio Verde.

Mas o índice de eficiência se manteve, com a destinação ambientalmente adequada de 94% das embalagens primárias de agroquímicos comercializadas pela indústria.
Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás e São Paulo foram os estados que tiveram os melhores desempenhos.

O descarte correto é iniciado com a prática no campo, no momento do uso do agrotóxico. A embalagem deve ser lavada e enviada às unidades de recebimento. De lá, segue para seu destino final, que pode ser a incineração ou a reciclagem. O poder público, nas esferas municipal, estadual e federal, responde pela fiscalização do sistema e pela orientação e licenciamento das unidades de recebimento, além do apoio às ações educativas.

Resina após processamento

As embalagens não podem ser descartadas de outra forma que não a devolução. Se alguém jogar o lixo na natureza ou armazenar de maneira imprópria, pode sofrer sanções legais.
Hoje, 94% das embalagens comercializadas retornam para este processo por meio da logística reversa e isso faz do Brasil referência mundial no setor.