Ambientalistas querem veto de Temer à MP que ameça áreas protegidas

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Brasília amanheceu no último domingo (18) com o céu desenhado por um balão do WWF-Brasil, carregando uma faixa de quase dez metros de largura com pedido de milhares de brasileiros ao presidente Michel Temer para que ele vete integralmente as Medidas Provisórias (MPs) 756 e 758.

A mensagem consta de duas petições – uma do WWF-Brasil e outra do Instituto Socioambiental (ISA) – protocoladas no Palácio do Planalto na tarde da última sexta-feira com o apelo ao veto. As petições somam 25 mil assinaturas a favor do veto integral às medidas.

Termina na segunda-feira (19) o prazo para que o presidente decida o futuro de quase 600 mil hectares de áreas protegidas na Amazônia que correm o risco de virar pó caso sejam sancionadas as MPs: elas colocam em risco 486 mil hectares da Floresta Nacional do Floresta Nacional do Jamanxim e mais de 101 mil hectares do Parque Nacional de Jamanxim, no Pará. Caso as medidas sejam sancionadas, uma área protegida no bioma Mata Atlântica, em Santa Catarina – o Parque Nacional de São Joaquim – também sofrerá redução de 10 mil hectares em seu território.

O WWF-Brasil divulgou ao mundo um dossiê em que denunciou uma estratégia em curso no país com o aval do Congresso e de setores do governo federal que tem por objetivo enfraquecer o Sistema Nacional de Unidades de Conservação e as Terras Indígenas. Tudo para garantir mais terra para a especulação imobiliária, a oficialização da grilagem e todos os crimes ambientas decorrentes, principalmente na Amazônia.

Em carta enviada ao presidente da República, o WWF-Brasil clamou pelo veto total às duas Medidas Provisórias. Ao mesmo tempo, a organização lançou uma petição em Português e Inglês, incentivando um movimento cidadão pela recusa às duas medidas.